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Entrelinhas
Desde: 26/03/2009      Publicadas: 27      Atualização: 20/06/2009

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  26/03/2009
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O Mundo como limite

  O Mundo como limite
O ato de buscar conhecimento fora do país cresce cada vez mais, são jovens, idosos, estudantes,
executivos, que encontram através do intercâmbio uma maneira de se atualizar, conhecendo a
cultura, as tradições, aprimorando a língua de um país estrangeiro.

Há diversas formas de realizar um intercambio, através de uma universidade, de uma escola de
línguas, uma empresa privada desde que ela tenha interesse de aperfeiçoar seu funcionário, de
uma troca onde um estudante se integra na casa de uma família e passa a seguir a mesma rotina
de seus novos pais e irmãos, considerando o fato de uma família apta a receber um estudante
estrangeiro, duas pessoas vivendo sob um mesmo teto, podendo ser um casal com filhos, um
casal sem filhos, ou uma mãe com um filho.

Alguns programas aceitam também pessoas solteiras ou divorciadas e até mesmo pela
Internet através de programas como Chat, VoIP, MSN Live, Skype e fóruns de discussão na Internet
entre participantes residentes em diferentes países conversando ou trocando mensagens em um
idioma que não é o deles.

O intercâmbio de férias ou Work Experience foi à maneira escolhida pelo estudante do quarto ano
de Farmácia da Universidade Estadual de Maringá, Thiago Mantovani. Com um nível intermediario de inglês Thiago passará os
três meses de suas férias da faculdade em Telluri, EUA, sendo assim uma forma de ter uma
experiência internacional de trabalho, praticar o inglês e ganhar em dólar. O meio utilizado foi a
própria Universidade, por meio dela Thiago se organizou e partiu para a sua viagem. Foi no dia 08 de dezembro com a meta de trabalhar 40 horas por semana em um hotel, porém houve uma mudança nos planos e isso fez com que sua meta caísse só conseguindo trabalhar 24 horas por semana, "Juntou o medo e a saudade da minha família, quase desanimei, porém como não tinha que trabalhar o tanto esperado foi fazendo bicos como limpeza de telhados, lavar os carros e as
gorjetas que me animaram e me trouxeram mais confiança e animação" diz Thiago. No dia 3 de março acaba o contrato e com o dinheiro ganho iram viajar para as outras cidades e então no dia 13 retorna ao Brasil.

Já a estudante Janaina Sampaio foi em junho de 2006 passar 11 meses na cidade de Nova Jersey.
Foi em busca de independência, uma vez que todos falavam que era muito ligada aos seus pais, e
de aperfeiçoar o seu inglês. Foi através do Rotary Clube e precisou passar por uma prova para saber seu
nível de inglês e se tinha condições de passar alguns meses fora de casa. "Apesar das diferenças
principalmente em relação à comida, o intercambio me proporcionou um desenvolvimento na auto-
confiança, auto-conhecimento e eliminação de certos preconceitos". Nos 11 meses conseguiu ser
líder de torcida, esquiar e conhecer a disney além de cumprir as metas estabelecidas no inicio da
viagem. "Se tiver mais uma oportunidade, irei com certeza, tenho vontade de conhecer outras
culturas e outros países" afirma Janaina.

Os países mais escolhidos são: Canadá, por ser um país de dois idiomas , o inglês e o Francês, a
África do Sul, pela sua savana e sua vasta cultura , a Europa em geral, por sua estrutura
arquitetônica e a história das mesmas e os EUA por ser uma potência mundial.

Para tudo dar certo é necessário que haja desejo expresso do principal envolvido, o intercambista.
Conversar com pessoas e famílias que já passaram por essa experiência pode ser uma boa
escolha para quem ainda tem dúvida. Quem já foi não tem dúvida, é uma experiência única e que te
amadurece em todos os sentidos além de ser um prazer você aprender de uma maneira diferente.
Apesar de certas dificuldades, como não ganhar o esperado e ter que se sacrificar em certas
coisas é portanto a forma mais completa de aprendizado de uma língua e sua cultura.

Intercâmbio para idosos



Eles trocam pacotes turísticos com hotel direito a guias e passeio pela cidade, deixam de lado um
tradutor para buscar pelo mundo um jeito diferente de aprender, vão a procura de cultura, e de um
novo desafio, buscam aventura. O intercambio não é mais uma pratica apenas exercida por jovens
mas também pela terceira idade.

Rosa Van-Dunem, pratica intercambio desde os 25 anos de idade e hoje aos 75 anos ainda não
ignorou esta prática. Essa angolana de 75 anos nos conta que parte de sua experiência de vida ,
veio dessas viagens a nível profissional, foi convidada a participar fora de seu pais em seminários,
trocas de experiências, por países como Inglaterra, Holanda, França, Portugal, Brasil, entre outros.
"Lembro-me como se fosse hoje, a minha ida a Holanda, eu tinha apenas 25 anos, e já trabalhava
no Ministério dos Petróleos, fui convidada a fazer um curso de gestão de recursos humanos, na
altura eu não sabia nem falar holandês, tão pouco inglês, eu era uma jovem que acabara de sair de
casa , e que até então só sabia os ensinamentos dados pela minha mãe não pelo mundo.
Lembro-me que arranjaram o meu casamento com Alberto, que naquela época a mulher devia ser
submissa ao homem, porem supliquei a ele e consegui fazer com que ele me apoiasse em
minhas viagens."

O relato de Rosa nos reforça a idéia de que o intercambio é uma pratica antiga visto que o
primeiro dela foi feito a 50 anos atrás "Foi muito difícil para mim, eu estava longe de casa, longe da
família, não conhecia a língua, estava grávida do meu primeiro filho e para completar fiquei
hospedada em uma casa de freiras, benfeitoras, muito rígidas em relação a horários, refeições.
Chorei muito, mas dependia daquele curso, do emprego e da experiência que aquilo podia me
trazer. Penso que elas eram mais rígidas que a minha falecida mãe. Durante o curso conheci uma
ucraniana que gastava muito, e eu com o pouco que tinha ainda ajudava ela, com isso tirei uma
loção de vida muito grande".

Hoje Rosa ainda não se aposentou, e pensa em viajar o mundo só que não mais como
intercambista mas sim como turista visitando os lugares que já esteve e amigos que deixou aproveitando os novos rumos que a vida pode lhe proporcionar.

Números


Os preços podem variar de US$2.400 a 4.000 dólares por um semestre (5 meses), e de 3.000 a 6.000
dólares por um ano letivo (10 meses), não incluindo passagem aérea, sendo esse um intercambio
para estudante que pretendem cursar um semestre em escolas públicas.

Curiosidades



Na Tailândia é falta de educação tocar na cabeça de alguém, deve-se retirar os sapatos antes de
entrar em um templo. È considerado falta de educação e decência coçar as partes intimas em
publico, pode dar processo e levar o sujeito ao pagamento de multa.

Na Inglaterra é desagradável usar chapéus em lugares fechados. Jamais cumprimente alguém
com beijos no rosto, isso é feito somente com parentes próximos. Ao bocejar feche a boca, e caso
necessite limpar a narina jamais o faça com dedo mais sim com um lenço. Nunca pergunte a
idade de uma mulher.

No Emirados Àrabes Unidos não se deve fotografar um casal árabe, principalmente a mulher. Não
faça demonstrações publicas de carinho e afeto, no máximo dar as mãos. Em países islâmicos é
proibido o contato físico entre sexos opostos, não se deve olhar demoradamente nos olhos,
carregar revistas femininas com editoriais de moda pode ser considerado pornografia.


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